Um frio estranho espalhou-se pelo corpo, as mãos afagavam os labios silenciosos, alguma coisa precisava ser dita. O que falar? A cena voltava nos minimos detalhes, frases cortadas, desprezo, ódio, raiva. E agora o vazio invadia, tal qual um saco plastico cheio de ar que acabara de ser alfinetado. Havia apenas vulnerabilidades, nada mais. O medo embaçava as ideias, não queria voltar. Como enfrentar as ruinas de um sentimento tão vivo quanto o sangue que pulsa nas suas veias?
O amor pode unificar, o ódio mais ainda, todavia, ligaçoes de odio possuem mais intensidade, as de amor, talvez uma essência da eternidade. Talvez uma força motriz, fluindo como um todo em elos indestrutíveis, em ciclos intermináveis.Em alguns momentos, cheguei ao ápice do egoísmo, até que levei tudo para o abismo.A vida vai tecendo a teia, nos deixa proximos de alguns, afastando de outros. Pode nos levar a compreensão de algumas verdades não ditas.
Morri!
Dividi-me em duas partes, faço questão de habitar o inferno particular e sorrindo, posso esconder dos 'meus' demônios, as minhas verdades.
É, o dia nasceu melancólico, o céu meio turvo, mas não chovera.
Pior do que a tua voz que cala, é o meu silêncio que fala.
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