Em tempos aparentemente intensos a místicas transcendências, cujo obsessivo racionalismo fere no nascedouro o próprio conceito de sobrenatural. Onde estão, onde estais?
Como a neve (ou açúcar), dissolveu-se. Já não ousam abrir as portas do visível vir e habitar, ou pelo menos passear aqui, dentro de mim. É como se vivos e mortos, cada um com o seu lado, já não soubessem se imaginar: uns e outros atrelados à radicalidade do ser e do não ser ou ao visgo da 'esterilidade', não da duvida, mas das certezas que impedem a 'poesia' de um convívio.
É no discurso do mundo invisível que vai se tornar visível quando eu permitir, que insiste em negar os relógios. Que as assombrações tragam aos meus olhos a poesia e a sabedoria de escolha.
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