terça-feira, março 31, 2009


O mundo tem uma complexidade peculiar, cheio de opções e possibilidades. As saidas viáveis são pensadas por seres racionais, dotados de massa cinzenta e que acima de tudo, exploram isso.É difícil encontrar um sentido para a vida quando nao se há fundamentos, no entanto temos que buscar atividades, linhas, fazer escolhas, traçar rotas para nos encontrarmos mesmo nos perdendo nas divagações.

segunda-feira, março 30, 2009

A tal mentirosa liberdade


Qualquer um se identifica com a chamada "ter de". Um dos sintomas é andar de carro importado, carregando carnê das prestações, só para cumprir as "exigências sociais". Vivemos numa ciranda insana: gastamos o que nao temos, com coisas que nao precisamos, para agradar a quem nao gostamos.

quinta-feira, março 26, 2009

Sentimento antagônico


Você nunca pergunta se me fez algo, se ao seu lado eu murcho e silêncio. Você nem percebe que estou por um fio. E tão instável quanto o vento leste. Minha eterna gangorra de ciclotimia.Você nem me vê perdida em meu vazio, onde me falta tanto, mais do que você já deu; Onde só vejo o quanto já esqueceu, age com indiferença.O sentimento de outrora, agora é tão sombrio. E eu permaneço com os solilóquios.. Você nem percebe o latente grito que há nos meus olhos. Não ouve minhas letras, meu silêncio tenta adormecer. Numa permanente tentativa de partida, se me perguntar se algo me fez. Eu direi: “Que nada, amor! Só esqueceu que no meu sangue ainda corre vida e que no meu coração ainda existe o medo!”

O sal do dia


Estou perdendo a crença no [bom do] amor.Mísseis e meretrizes, dançam sem sincronia.No desalinho da razão mundial, que pouco se fode para o cidadão legal.Ah, deixa ser! Tudo escurece em dias claros. E, sinceramente...hoje eu queria hibernar.Com amor errado, só cometo assassinato.
Minha seta agora quer ser alvo. (:
É incrível o quanto as pessoas me assustam. Poucas são as que me surpreendo e admiro.
Elas me fazem ver que ainda estou viva. Será? Quiçá!

Lisergia mental


Falar sobre a vida, para quê, para quem? Apesar de ter visões deturpadas sobre algumas coisas, ainda acredito em alegrias fugazes.Momentos felizes um tanto efêmeros.Tristezas custam o esquecimento, é o que fica.Na memória, na pele...doce cicatriz.
Viva os elfos!

Um dia, um adeus!



Conheça-me além do óbvio. Aparente esquizofrenia para um fanático, falta de capacidade nitidamente camuflada. Se um dia eu permitir, do conto à crônica, quem sabe. A necessidade de pensar na vida além das aparências continua fundamental.
O universo da mente e a turbulência das emoções. A realidade física e a realidade psíquica, emocional, se entrelaçam, e a vida nasce do diálogo entre esses dois mundos que habito. Sem a miscigenação, são duas sílabas que me custam soletrar, dois vocábulos que não permitem interpretação comum, símbolos sem tradução...
Meu coração - tabernáculo, todavia cabeça inerte.
Amanheceu. Vem, esquecimento!

Transcendência


Julgue, como se eu fosse Judas no sábado de aleluia!
Dê-me as palavras para que haja um diálogo, vou pregar atrás da minha porta e eu já não preciso do mundo.Abaixo o além de dia, céu com nuvens escassas. À noite, nem sempre límpido... Porém o céu; e estrela sempre tem. Quem me dera um céu vazio, azul isento de sentimento e cio.Cortei minha cabeça e livrei deste mundo. Noite de lua minguante, janela entre aberta. Bate nas paredes, cai da cama, pesada de pensamentos... Talvez isso me assuste, talvez contemple... Contra a lua, buscando o tom dos meus olhos. Não quero causar impacto, peço apenas um tratamento condigno para essa cabeça súbita.

Sob isso, Sobre aquilo


Amor pode ser coisa que se faz , pode ser segredo consagrado por um Deus à sua escolha, folha ou a poeira que se despede do país dos ventos e que acomete esses seus pensamentos... Só seus, só nossos, só vossos, sempre nossos. Paradoxal, cara? Não sei, eu tenho lá meu pedigree cético, que fui lá aos confins da minha infância e continuo ao "lado" da galera mais surtada, que ainda crê na arte sendo vida e vida convertida em vice-versa. Pois eu, se não existisse o tal do amor, viveria exilada em mim mesmo.
Fatou hélio e eu respeito a lei da gravidade.

Procura-se Severino


Sei que você vivia morto de vivo, anda vivo de morto, Severino. Porém, mais fiel do que um cão, ou a sombra de um cão ‘o seu fantasma’. E por falar em cão, qual diria Vinicius da saudade, sei que você continua discordando de Rubem Braga “O maior amigo do homem é o cão”. E, conseqüentemente, o do próprio Vinicius. “O maior amigo do homem é o uísque”, ou, “O uísque é o cão engarrafado”. Porque, em vez do cão engarrafado, para você: “A aguardente é a melhor amiga do homem” Dizendo assim é uma banalização. Todavia, fragmentando a bela palavra – aguardente - em água e ardente, logo se chega a Charles Baudelaire, “E quem comunicou fogo à água?”
Você em vez da crise escolheu o fogo, Severino, vive nele, com fototropismo da borboleta.Volta para o fogo apesar de tudo, não compreende o fogo e a metade de uma asa já queimada, volta, uma vez mais, mas é o fogo, borboleta infeliz, é fogo.Com o excesso do tempo e a escassez das noticias, fui ficando séria a seu respeito, através de uma espécie de dialogo, que virou monólogo ou solilóquio: “e o Biu?” “Nada”. Cada poeta é um livro de poemas, quando ele se perde, como é o seu caso, os poemas também se perdem, os versos voltam ao pó do seu silêncio e não é possível mais reencarná-lo.Quando os escritores morrem, eles se transformam em seus livros. O que, pensando bem, é uma forma interessante de reencarnação. Reencarnação ou reencadernação? (ta, viajei).
Ah, de um poeta desencadernado, somente Deus pode lhe juntar as paginas.Segundo algum ser pensante, a Mao de Deus está presente em todas as traduções, e é sua mão que reencadernará todas as nossas folhas dispersas para aquela biblioteca onde cada livro deverá jazer aberto para o outro, Onde eu falava sozinha, mas você me respondia vez ou outra.Você, Severino, anda precisando de reencarnação e reencadernação, digo, a sua lagarta que já foi borboleta, deve voltar a ser borboleta e o seu livro, que já foi inteiro, deve voltar da própria dispersão.Que falta você faz, Severino. A pronúncia veemente do seu substantivo e adjetivo de dois gêneros lançada na cara do dito-cujo: Imbecil!
Que falta faz sua crítica, sua poesia, que falta faz sua falta! A escória multiplica-se como gafanhotos, ou para ser mais atual, mosquito da dengue, sanguessugas.A máquina está desvairada, está pervertida de insetos monstruosos.Sei que você pode deixar de ter lido jornal e só vê uma antiga revista fútil que ainda paga seu onanismo com as poses alheias. Portanto, a não ser que alguém lhe encontre e diga, não me lerá. Você, se dos outros vivia escondido, anda tão escondido de si mesmo que, nem lendo “Morte e vida Severina”, dirá a João Cabral de Melo Neto: ‘O meu nome é Severino.
Mesmo que seja difícil defender a vida apenas com palavras, a resposta é a falta da sua ausência. A melhor resposta pode ser o impacto da vida, mesmo que seja uma vida ‘severina’.

sábado, março 21, 2009

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“Eu te amo” pode significar nada ou quase nada. Romantismo está totalmente escasso, todavia eu existo; estou aqui. Faria tudo pra te completar. Meu exterior pode até significar nada pra ti, mas me conheça!Olhe como sou internamente... Beije-me e crie uma imaginação do que sou. Talvez conservadora... Sem carinho, sem amor... Complete-me!Encante-me com sua frieza.
Mesmo a maioria de nossos desejos é fruto do condicionamento social, o instinto humano foi sublimado pelas normas de uma sociedade vulgar que deturpa e esmorece toda nobre qualidade, da mais violenta a subjetiva, clássica, como o amor.
No entanto, nunca se vence completamente aquilo que arraigado em nossa essência apura a necessidade de uma companhia ideal.
Tenho este sentimento como uma virtude sagrada. O amor exterioriza uma identificação singular que busca no contato físico e na relação mais íntima uma expressão desse afeto raro, não uma deificação, gratuita ou merecida, mas um entendimento transcendente que jamais deve ser jogado fora.
Muitas vezes o amor nasce de uma amizade não tão comum, amizade que não tem sentido tradicional, o que não é tão raro;infelizmente, por algum motivo inexplicável permanece em mim faz algum tempo. Neste caso, pelo menos um tipo de respeito mútuo e coragem podem evocar a chance única da descoberta romântica que se torna imprescindível para o relacionamento. Dando certo ou não, tentar é mais indicado que sofrer imaginando em silencio enquanto do outro lado a percepção insuficiente enterra a oportunidade de concretizar tão sublime ideal. Mas e quando o medo fala mais alto? Quando a frieza toma conta de tudo? De certa forma, o primeiro contato é oriundo justamente da amizade egrégia que apenas o amor exalta dignamente Sinto falta do que nunca tive, a tua presença física, o teu carinho, mesmo que isso só seja possível no meu mundo. Independente do sentimento, o partilhado anseio torna-se de uma relevância indizível, duradouro ápice.
Incoercível e persistente é o verdadeiro amor, sua dissoluta complexidade estende-se e quando se torna prático, não existe satisfação mais recompensadora.

quinta-feira, março 19, 2009

Cérebro em curto


Medo e insegurança porque não temos um referencial seguro. O relativismo fez com que nós perdessemos e ficássemos desprotegidos de nossas crenças e identidade.Depressão é a expressão da falta, do vazio... Ou a quase ausência de conteúdos recalcados, o que faz com que simplesmente atuemos em vez de viver.
A solidão é um mal relativo... causa sofrimento dependendo de seus significados.
Mas a solidão talvez seja um companheira.
Não me sinto só.Ainda tenho o eco, meu amigo psicopata.

Paradoxal


O caráter individualista da solidão difundida no novo mundo, é quadro preocupante que incide na coesão dos valores atribuídos.A felicidade paralela ao percurso social que traçamos e que nos submete,as verdades menos duradouras que exploram a razão de ser dos sentimentos.Afetivos, causa provável que independe das circunstâncias, mas sim do
elo entre as verdadeiras intenções e a falsa vontade que é desfruto momentâneo de imiscuir-se a vontade afetiva.Mas de tudo não é o medo, a insegurança, a depressão, a frustração, etc...
Que faz da solidão o fim para todos esses males, talvez, posso afirmar que nada disso está relacionado a solidão.'Estar só', é idealizar igual propósito para o que chama de solidão.Quando deveria aceitar o oposto não idealizado com o principio que fundamenta
esta procura que é o elo do afeto verdadeiro, amor!

Imersa sua alma em amor!

O terreno das mentes por aí, parece estar meio árido para a plantação do amor.
No entanto, só podemos plantar cactos mesmo...e olha lá!

Magnetismo pessoal


Posso realmente amar. Considero até mesmo as situações problemáticas como promotoras de crescimento.
Eu descubro aconchego e amor para meu ser e minhas possibilidades se abrem.
Posso ter noite após noite ou o fogo do inferno só pra mim.

quarta-feira, março 18, 2009

Anti-cisrcunstancial


Nao compartilho algo que é so meu, apenas me afogo nos meus medos estúpidos.Não quero bem se assim nao me faço.Apenas enlouqueço se for por razão, não perdoo por generosidade proposital.Apenas ofende meus ideais com tal perfeição.Não cobro certezas sem descobrir uma dúvida.Não olho por curiosidade, apenas por exibicionismo barato.Não sou 'fatalismo', nem exijo transfigurar-me.Não invento outro, apenas saio discretamente.Não sou mutualismo seco, apenas grito!Não mudo sem avisar, nem me visto com nenhuma idéia autoritária.Não fujo sem me dar chance de me prender ou de ir primeiro.Não como opiniões apenas por mania num exercicio egoista de certezas, sou sentimento autônomo então.

terça-feira, março 17, 2009

Ilusões fatídicas


Há uma boca ali que não é a minha e sorri.
Andei sobre teu caminhar, encontrei pegadas minhas e segui.
Formada a intuição, tudo mais perde o sentido de irracional.
Preciso de pontos no meu caderno.
Pensamentos e palavras na minha 'mão' são andorinhas.
Lindos!
Teus seres, estão em mim também.
O que não sei é o que justifica o não estar.
Raivosamente calo-me agora.Sempre fui um poço de ira contida.
As meias verdades que me mostram, são mais do que uma mentira inteira.É o errado de forma certa, sendo dita por gente antes correta.É um estranho pensamento na noite calma, inocente murmúrio que surge de minha alma.Pensamentos e lamúrias, vômitos de fatos não explicados,enjôos que me entorpecem;rostos que se desfalecem...Não sei em quem acreditar,
não quero mais ouvir essas vozes vindo ao meu encontro.
Essa ilusão me destrói.

Obnubilação


Cabeças de gente,corpos de animais...hoje todos são iguais, mas todos serão diferentes.Eu creio em Deus, eu amo satanás.Eternos serão os bacanais da oração
Meu amor, perdão!Teu prazer não me sustenta mais.Abra a porta, por favor!Quero passear em mim.O que fazer nesta noite?O que esperar?
Nenhuma saída me atrai, não vale gritar por si mesmo,esqueça o que fizemos;solte-me dessa dor!
Por amor, dê-me um beijo.Vamos voltar ao inferno.

 


Antes de tudo, preserve a sua mente porque é dela que se procedem as melhores saídas da vida.

segunda-feira, março 16, 2009

Meias palavras, meia duvida.


Pensar é a arte de tirar duvidas.Pensar pode ser a dúvida da dúvida, ou a resposta para a resposta.
Cada resposta respondida, uma nova duvida...
Matem-se enquanto isso.
Enterrar algo todo dia não é viver triste a toda hora. É compreender o fim não como contingência, e sim, como necessidade. Para levar a vida com alegria, sem temer o seu desfecho, já que a única saída é se divertir fazendo o bem enquanto o tempo passa. Certo que resta a angústia de carregar vida e morte na cabeça. O que fazer? Afinal, para onde vamos quando morremos? É a pergunta de criança que nos embala até a senilidade. Para o lugar de onde viemos, essa a única certeza, e a grande dúvida. A resposta é a mesma, para quem responde com a fé ou sem ela.
Não sei o que somos ou porque estamos aqui, enquanto não descubro vou fumar meu cigarro e me divertir nesta "gangorra" de ciclotimia.

sábado, março 14, 2009

Como é você sem sua pessoa?



Como é você, sem ser oprimido pela ética e a moral?
Até onde faz a sua própria vontade?

Verdades e vontades ocultas, crendo naquilo que lhe é mais conveniente. É como um cadáver, que é carregado para qualquer lado, sem nenhum questionamento.
De um ponto de vista laico racional, o ser humano denota características patéticas em relação ao autocontrole. Conseqüência essa causada pela cultura, pela vida social, onde suas tendências de que venha a ser bem visto pela sociedade, independendo de introversão ou extroversão na personalidade. Comumente se observa pessoas de grupos singulares, onde questões sociais são impostas pelo mesmo, onde não se desenvolve ideologia, apenas aprende uma.

Mais comumente ainda, a grande massa, onde a mediocridade é bem vinda, ações e pensamentos são ditados pela mídia, religião entre outras variantes.

Caminhando com a ética cultural e religiosa; ou caminhando pela hipocrisia cultural religiosa.
Teme por seu orgulho, que é guiado por tudo que é externo, com a pseudo-beleza, a pseudo-razão, da mesma forma que um cão guia um cego.
Olhar sua face nua no espelho superando sua realidade, vendo si como “Eu” e não como “Quem Deve”, aceitando o que é, e superando o que foi. Pois desta forma estará diante de sua maior virtude.
Pelo raciocínio Freudiano, em sua teoria do Id, Ego e Super-Ego. Baseio-me e questiono, até onde somos e fazemos o que temos vontade, até onde nossa vontade é existente?
O racional é inexistente, o ser humano vive por instintos e para eles. O ser humano vive na busca de desejos ocultos, nem Ego, nem Super-Ego, é o Id!
Tudo conspira a favor, nossas ações, nossos desejos, nossos pensamentos. O ser humano busca prazer, independente de onde for à busca é continua, o sentimento é idealização, uma mascara (pessoa).
O que você faria se desconhecesse a beleza? O que seria a beleza se não houvesse quem a desejá-la? O que sentiria se desconhecesse o amor, ódio, que palavra usaria?
O que pensa realmente, para quem vive realmente? Teme seu orgulho ferido?
O sentimento mais forte é o medo, o medo controla tudo!
Medo do que está além, medo da maneira a ser visto pela sociedade, medo da ética da moral, do próprio sentimento.
Não, a intenção de minhas palavras não é fazer com que as pessoas sejam elas, mas sim questionar sobre, até que ponto isso interfere em objetivos entre outras coisas.
Sim, de fato se não fosse a ética e a moral, não haveria sociedade. Mas o que ocorre é a maneira que as pessoas são, como maquinas programadas e nada mais, idéias, maneira de viver, são baseados em utopias.
Quero apenas colocar o ser humano, como ser "humano", não como maquina. Apenas questionar e pensar, não mudá-lo.

"O ser humano vive na busca de desejos ocultos, "
Buscamos ou fugimos?

Relativo, uns buscamos outros fugimos, porém não deixa de influenciar.
O que sabemos sobre nossos desejos, ainda mais aqueles que você diz:"Ocultos"?
O que sabemos é o resultado, síntese do que é reprimido, quando menciono oculto, digo inconsciente!
Estamos tão agarrados a nossa máscara (super-ego) que sequer
olhamos para nossa sombra!
Quanto "medo" temos de nossa obscuridade, quanto escondemos de nós mesmos?
O medo que temos, é medo do diferente e da indiferença das pessoas, em grande parte o medo é de como seria a reação do mundo externo!
A tal "Moral" religiosa, aquela dos bons costumes é nosso puleiro, sempre encontramos uma para nos proteger... Você sabe de quem, não é?

Não digo que não há, questiono por que há, todos precisam de uma “base” (alienação), porém o resultado dessa "base" em nós é o que dirá se somos ou não livres, se nos faz bem ou mal. A diferença de um ateu para um teísta, que aquele se usa a imagem de outro ser humano ao invés de um divindade!

Não mude, apenas pense!

Coragem é sabedoria em relação ao perigo.
Até que ponto o estar bem consigo mesmo satisfaz, sendo o homem um ser social, dependente de amigos, contato, paixões?
Drummond dançava com sua "ausência assimilada", mas eu não consigo... Transformo-me totalmente quando estou apaixonada, por exemplo... Tudo fica melhor e esse estranho vazio parece que se preenche um pouco.

Acho que só mesmo virando monge budista é que se pode dançar com a ausência de tudo, bastando-se interiormente...

quinta-feira, março 12, 2009

O sentido da vida


Assim como as musicas, os aromas têm suas notas.
Aquele cheiro que traz saudosismo.
Flores, folhas e raízes, podem virar antídotos.
A boca é um laboratório e o nariz, uma alquimia perfeita para transformar gosto e cheiro num só sentido.
Para um humanóide primitivo, um faro apurado faz a diferença.
Se for possível controlar as emoções com aromas, o futuro poderá nos trazer tranqüilidade. Também o medo permanente de pôr o nariz onde não somos chamados.
Aroma de um passado distante, aroma de um presente ausente.
A vida tem o aroma da morte, a morte pode ter o aroma da vida que já se foi.

Órbita Vazia


Sinto-me mais apta a enfrentar o pessimismo fútil que por vezes surge.
Vi uma matéria hoje sobre suicídio e notei que mesmo ele deve ter um significado mais profundo
Quando ocorre apenas por uma piedade covarde é lamentável
A coragem de se destruir pode ser uma atitude de derrotado que não conhece mesmo o que é batalhar. Não a luta comum que gente como eu, como você... Enfrentamos, mas um desafio maior
é isto que diferencia um homem comum daqueles que se elevam e observam conhecendo a própria superioridade.
Homens de pena e espada que não se rendem aos abalos inevitáveis da vida, mas também não deixam o pensamento frio e realista de lado.
'Isso me lembra Evola', permanecer de pé entre as ruínas.
Sabe, é incrível saber que alguém está acima dos sentimentos comuns, no controle de tudo
Percebendo o quanto as pessoas são tolas

Existem as que amam se satisfizer, como alguém que cuida de um brinquedo porque tem prazer com ele.Outras, que simplesmente não vivem sem outra pessoa.Entregas involuntárias e prejudiciais.
Eu não deixo de associar o amor a morte, pelo fato de achar sublime.
O amor verdadeiro está livre de decepções vulgares porque se firma em algo real, palpável, e não vive dominado por emoções e sentimentalismo. É uma conclusão, o amor é idealizado, não a pessoa que se adora, ele compreende e é uma forma de liberdade. O amor não busca possuir alguém, ele simplesmente nos satisfaz, independente da distância.
O amor convencional é impossível de existir porque permanece preso a conceitos influenciados pela formação moral da sociedade, querendo ou não.
Além disso, ele não se torna invulnerável a decepções comuns ou ao tempo. Amar é desejar morrer junto com alguém e não se preocupar em ter nas mãos um projeto de ser humano.
É não precisar de nada além de reciprocidade, o mais difícil é saber se existe uma intensidade recíproca.
Sabe... Queria apenas ter sabedoria o suficiente para tudo na vida.
Ó, sonho de ópio!
‘Sabedoria’ é um nome usado para descrever algo ‘indizível’, um poder, talvez....
Sabedoria é a força que temos para nos libertar da fragilidade do homem acostumado a pensar de forma pretensamente covarde, fraca... Que não lida com suas fantasias extremas e sombras ocultas da mente.
A sombra habita nossa alma, mas é domesticada pela religião, pela família, pela sociedade, até que praticamente desaparece ou se torna uma aberração sem propósito
É engraçado sentir falta de uma família convencional, quando ao mesmo tempo tenho total desprezo por toda convenção socialmente aceitável de normalidade, pais belos e saudáveis, dois filhos, um cachorro...
Talvez a figura paterna tenha sido algo tão singular e negativamente marcante que provoque esse tipo de nostalgia falsa e sentimentalismo.
Seria mais conveniente acreditar na existência de uma entidade para mascarar a limitação humana no que se refere a certos mistérios do universo, mas enfim,a comparação com o amor é válida
Quando construímos nossos próprios fundamentos podemos obter uma liberdade que permite o aprimoramento da nossa melhore qualidade e garantindo assim, que nossa crença seja a prova de abalos comuns.
Qualquer decepção torna-se então uma avaliação crítica de algo que buscamos aperfeiçoar.
É um fortalecimento constante...
A complexidade de alguém que rejeita o sentimentalismo é a conciliação desta frieza com o aparecimento da admiração por alguma pessoa que não ela mesma, isso significa um momento raro que não macula em nada suas convicções, apenas reforça a idéia do quanto é raro encontrar quem seja digno o suficiente para merecer o livre afeto transcendente de um “lobo”.O mundo acabará porque chegará ao colapso quando a falta de valores der lugar a destruição irracional, a ilusão de quem tem um controle que serve para guiar os destinos de nações inteiras é o mesmo que controla as forças da natureza e o meio ambiente que tem suas próprias leis e limitações, mas não é o suficiente para aplacar a irresponsabilidade necessária para o prazer das ovelhas.
Um dia dividi o meu coração e hoje vivo pendendo para um lado.

quarta-feira, março 11, 2009

A presença da tua ausência



Em cada fase da vida, as nossas perguntas têm um sentido, mas eu tenho comigo todas as idades.
Só terei a ultima ilusão quando eu achar que perdi todas
As histórias de amor podem não ter futuro, mas têm sempre passado. É por isso que as pessoas se agarram a tudo o que as remete de volta ao que perderam. Os modernismos não podiam mesmo durar. Nem mesmo as revoluções. Ninguém vai construir uma casa à baixa do abismo (...)
Não há pressa em declinar o sol ameno e semi luminoso da tarde prolongada. Aos poucos, desvanece e se esfuma sem deixar traumas ou rupturas. Um adeus que convida a lagrima; Quase sereno ou, pelo menos reconfortado na doce previsão do retorno.
Coração apertado, quase sem fôlego, para ela, as despedidas representam usurpações inesperadas. Enquanto a natureza retém gestos de fina sensibilidade, eu esqueço o direito de enternecer-se.E o descabido e incrédulo orgulho se apossa ao modo de severa tirania. Vã soberba de um anódino poder.
Ah, como tudo é efêmero!
O instante que escrevo já se foi. O futuro que já é passado, o futuro, o futuro...
As pombas repousam sobre o meu ombro e batem as asas na intermitência do vôo. Desenham a moldura da instabilidade. Imobilizada pelo excesso de pensares, transito em celas inconfessáveis.
Viver sem fundamentos, só porque tens um dia de graça. O que mais busca?Haverá resposta para o meu circulo imaginário?
Ninguém me ouve, tampouco me acusa de desejos transgressores. Todos os dias, invariavelmente todo os dias, abrigo-me sobre o “esconderijo”. Em voz baixa, confesso o indizível. O exercício do inaudível monólogo cobre-me de forças para perceber o peso das indefinições.Nada é.
Tudo se resume à interjeições, inconsistência...
De concreto, só a poltrona branca, que se mantém inerte e até hoje insubstituível.
A saudade arranha. Há sulcos que multiplicam e alegrias que declinam.
Esqueço que as flores brotam, que leio sobre Demócrito...e que a poltrona branca, encontro-a dentro de mim. Para quê fugir? Rendo-me ao solilóquio. Mas as juras não foram em vão, um dia eu voltarei...

A saudade me diz onde devo estar.

Relativamente aleatórias.



Ó, quantas almas! Tantas inúteis que chego a me perder dentre a escória, mas me encontro dentro de mim.
Estar satisfeita com o jeito, a forma de falar, as amizades, a forma que está sendo seletiva, enfim..
Isso tudo é bastante prazeroso.
Um dia pensei na intensidade das palavras, no porque tantas coisas não são levadas à sério.
Eu te amo, obrigada, enfim...
As palavras perderam a intensidade, mas não por si só. Os medíocres fizeram com que isso acontecesse. Talvez num futuro próximo eles cobrem intensidade onde nem existe, mas me deixa com a importância, apenas. Guarde todo o amor intenso ou não.
Algum dia, eu exaltei o nada de certo alguém e esqueci de mim, da minha essência.
Minha mente, passou a ser uma espécie de catalisador.
As coisas simples passaram a ter mais valor, eu fiz questão de me ater à meros detalhes.
Jamais me arrependerá de ter proporcionado ao meu espírito, todo elemento de juízo requerido pelo desenvolvimento pleno das minhas aptidões e pelo exercício imensurável da minha inteligência.
Algumas pessoas se mostram incapazes de conhecer a mente alheia, que mesmo que indiretamente, influi de alguma forma na sua vida.
Falo de pessoas, pessoas...mas o que é o ser humano, afinal? Muitos já fizeram essas pergunta, porém o que não faltam são respostas.
Alguns, respondem de uma forma um tanto clássica "somos animais racionais".
Mas tenho duvidas a respeito de uma definição clara, visto a dificuldade de encontrar uma característica específica e definitiva, que nos distinga de todos os outros seres.
O homem seria um animal político, como queria Aristóteles? Um ser que pensa, como dizia Descartes? Um ser que julga como disse Kant? Que trabalha como disse Marx? Nenhuma dessas respostas me completa.
Considero a incompletude humana a ambigüidade dos desejos e a possibilidade aberta de liberdade de decisões, terei de concluir que meu comportamento não é previsível, tampouco reconhecer minha "natureza" como claramente definitível.
Estamos numa "máquina", onde podemos errar e acertar: estamos disponíveis para construir um mundo melhor, mas igualmente para persistir nas ações movidas pelo egoísmo, inveja, cupidez, enfim...

As coisas só são boas, quando são aleatórias e para mim, fazem tanto sentido, que me perco novamente e para me encontrar é uma nova viagem, onde experiências são adquiridas, subo um degrau na vida, tenho intensidade nos anos.
Não é à toa que a minha idade cronológica não é a mesma da mental.
Talvez amanhã, num mundo fútil novamente, espero que nenhum futuro seja tão destrutivo quanto o que apaga as memórias boas.
Quando as mudanças tiverem acontecido, devido à evolução da humanidade, verei, com inequívoca lucidez, quais foram os responsáveis, e por quê. Preocupo-me apenas em salvar a minha moral e o meu espírito; mais precisamente, as que ainda não foram lesadas pelo extremismo ideologismo ou sectarismo, incompatíveis com a evolução humanitária que eu tenho direito, e que é prerrogativa de toda humanidade. Ao dizer "moral e espiritual", estou me referindo às zonas virgens da minha estrutura mental e psicológica, que registram minha herança, como por exemplo, as aptidões que, sem florescerem ainda, esperam o momento de manifestação.
Mas ao mesmo tempo percebo que nem tenho tanta moral, luto pela minha liberdade, mas só de pensar que sou tão escrava internamente.
Desde então, posso dar com nenhuma fórmula que me permita o ressurgimento do meu interior, do indivíduo conscientemente ressuscitado para a realidade de um existir que alcance expressão máxima na esfera transcendente do meu, do seu, do nosso, imponderável destino.