quarta-feira, março 11, 2009

Relativamente aleatórias.



Ó, quantas almas! Tantas inúteis que chego a me perder dentre a escória, mas me encontro dentro de mim.
Estar satisfeita com o jeito, a forma de falar, as amizades, a forma que está sendo seletiva, enfim..
Isso tudo é bastante prazeroso.
Um dia pensei na intensidade das palavras, no porque tantas coisas não são levadas à sério.
Eu te amo, obrigada, enfim...
As palavras perderam a intensidade, mas não por si só. Os medíocres fizeram com que isso acontecesse. Talvez num futuro próximo eles cobrem intensidade onde nem existe, mas me deixa com a importância, apenas. Guarde todo o amor intenso ou não.
Algum dia, eu exaltei o nada de certo alguém e esqueci de mim, da minha essência.
Minha mente, passou a ser uma espécie de catalisador.
As coisas simples passaram a ter mais valor, eu fiz questão de me ater à meros detalhes.
Jamais me arrependerá de ter proporcionado ao meu espírito, todo elemento de juízo requerido pelo desenvolvimento pleno das minhas aptidões e pelo exercício imensurável da minha inteligência.
Algumas pessoas se mostram incapazes de conhecer a mente alheia, que mesmo que indiretamente, influi de alguma forma na sua vida.
Falo de pessoas, pessoas...mas o que é o ser humano, afinal? Muitos já fizeram essas pergunta, porém o que não faltam são respostas.
Alguns, respondem de uma forma um tanto clássica "somos animais racionais".
Mas tenho duvidas a respeito de uma definição clara, visto a dificuldade de encontrar uma característica específica e definitiva, que nos distinga de todos os outros seres.
O homem seria um animal político, como queria Aristóteles? Um ser que pensa, como dizia Descartes? Um ser que julga como disse Kant? Que trabalha como disse Marx? Nenhuma dessas respostas me completa.
Considero a incompletude humana a ambigüidade dos desejos e a possibilidade aberta de liberdade de decisões, terei de concluir que meu comportamento não é previsível, tampouco reconhecer minha "natureza" como claramente definitível.
Estamos numa "máquina", onde podemos errar e acertar: estamos disponíveis para construir um mundo melhor, mas igualmente para persistir nas ações movidas pelo egoísmo, inveja, cupidez, enfim...

As coisas só são boas, quando são aleatórias e para mim, fazem tanto sentido, que me perco novamente e para me encontrar é uma nova viagem, onde experiências são adquiridas, subo um degrau na vida, tenho intensidade nos anos.
Não é à toa que a minha idade cronológica não é a mesma da mental.
Talvez amanhã, num mundo fútil novamente, espero que nenhum futuro seja tão destrutivo quanto o que apaga as memórias boas.
Quando as mudanças tiverem acontecido, devido à evolução da humanidade, verei, com inequívoca lucidez, quais foram os responsáveis, e por quê. Preocupo-me apenas em salvar a minha moral e o meu espírito; mais precisamente, as que ainda não foram lesadas pelo extremismo ideologismo ou sectarismo, incompatíveis com a evolução humanitária que eu tenho direito, e que é prerrogativa de toda humanidade. Ao dizer "moral e espiritual", estou me referindo às zonas virgens da minha estrutura mental e psicológica, que registram minha herança, como por exemplo, as aptidões que, sem florescerem ainda, esperam o momento de manifestação.
Mas ao mesmo tempo percebo que nem tenho tanta moral, luto pela minha liberdade, mas só de pensar que sou tão escrava internamente.
Desde então, posso dar com nenhuma fórmula que me permita o ressurgimento do meu interior, do indivíduo conscientemente ressuscitado para a realidade de um existir que alcance expressão máxima na esfera transcendente do meu, do seu, do nosso, imponderável destino.

4 comentários:

  1. Misteriosa, sempre
    mto misteriosa!
    Texto lidíssimo,
    vc escreve mto bem!

    Beijo Floor


    By:Bianca__

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  2. Dou maior valor as suas palavras.
    Como sempre escrevendo muiito.. e beem! =)

    ;**

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  3. Sempre soube do teu caráter; Nunca duvido.
    Essas tantas palavras que eu li agora, me tiraram as minhas.. Te amo, gêmea!

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