segunda-feira, abril 13, 2009

Pacto implícito rompido


Ao descerrar minhas já pesadas pálpebras, observei que estava encarcerada num quarto frio, escuro, com janelas e portas fechadas. Não há saída nem entrada. Estou encaixotada num cômodo 'vazio'. Já não posso mais falar...Os trompetes e as cornetas da natureza, os trovões revoltados, que anunciavam a presença do meu pai, silenciaram-se.
Sinto meu corpo estático, em êxtase, vulnerável. Todavia esse temor também tem um outro lado, não menos devastador porque só nessas condições que sinto o meu pai mais vivo do que nunca, doando seu amor.
Pareco consumida por alguma perturbação ou temor...
Mas o que há para temer? Só há eu nesta cela.
Pai ausente, filho doente(?)

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