terça-feira, maio 19, 2009

Em lugar onde todo mundo fala ao mesmo tempo, todo mundo ouve barulho, mas ninguém escuta, ninguém! Qual a 'nossa' palavra sobre o mundo que rodeia de forma autônoma?
Quandto mais vertiginoso o tempo e a história, maior a necessidade de produzir um silêncio interior, germninativo da criatividade. Silêncio do qual possa brotar uma palavra sobre aquela tempestade que se anuncia desconcertante.Apenas uma palavra que se abra ao diálogo consigo, ou com o outro e com os outros. Palavra semeadora de esperança e serenidade. Para encarar as crises múltiplas internas caracterizadas pelo caos, pela balbúrdia e pelo mal-estar que delas derivam, é preciso, mais que nada, serenidade.Qualquer opção está fundada numa determinada escolha moral. Melhor falar de criterios associados à dimensão da ética, ao senso de justiça, ao compromisso com a vida e a liberdade. Assinalar escolhas que passem pelo desenvolvimento da autoconfiança. Somos sujeitos, nao objetos. E, para crescermos como sujeitos, precisamos antes, crescer como éticos.Como poderemos ou deveremos adjetivar a finalidade, objeto de nossas escolhas pessoais?
Estaremos buscando o tipo de felicidade subjetiva, desenhada pelo ego de cada um, em consonância com os valores propostos pela sociedade.
Querem ditar valores que configuram a opção.Mas no oficio de pensar para agir, os 'grandes' nao nos substituem. Precisamos sedimentar as ações e partir da experiencia do silencio e da escuta. E, com serenidade, ensaiarmos algumas saidas para as graves 'guerras' que estão sendo impostas. Sejam elas com relação à opção sexual, crise ética, ecológica, política, econômica, do nosso tempo.Vale apena ressaltar opiniões isoladas, apesar de fazerem parte do contexto. Nao se constituem no sentimento da maioria, dita 'democracia'. E a liberdade de escolha ainda é a minha prioridade, com todo respeito.

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