
Manhã de quarta-feira. Céu tão límpido que o azul inviolado insinua a morada dos deuses. Inalando a atmosfera em vibração. A natureza me confidencia certezas que eu nunca admitiria. Que as obrigações não sumam, esbanjando satisfação nesse mês com prenúncios de chuva. Por mais que as palavras jorrem significados, nenhuma traduz a 'satisfação' interior que marca o 'sopro da vida'. A tirania do calendário ao périplo existencial.Não, não é a data do aniversário! u.u
Alguns murmúrios, meio silêncio. E a minha alma repleta de segredos. Remontando pedra por pedra, os meus devaneios. Lembrando da ausência como sempre, sendo capaz de descrever os sonhos em sombra, ela sabe de tudo...tudo.
Perscrutando os imbés. Abrindo os braços num gesto de redenção. Dizendo em paz algumas palavras do poeta: "O presente nem é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. O tempo é minha matéria, o tempo presente, as pessoas presentes, a vida presente."
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