
Transcendi da noite para o dia. Por vezes sem horror à morte, mas sempre com medo da vida, que para tantos é tão querida. Mera fantasia...
Nostálgica e cética, descendo dos altos píncaros andinos, onde visei à minha utopia. Vendo a amplitude da agonia, com coração rígido.
Dos mitos, vejo a arquitetura cósmica. Da falsidade, o ideal mundano. O coração que parecia fraterno, não tardará curtir desprezo cruel. Sorrir dos longos gemidos do inferno alheio. De quem soube ser amigo muito fiel. Na paz do Éden, na confusão de Babel.
O olhar que sumulou paz e ternura. Oculta o mal, a voracidade da fera. A volúpia incontida da tortura. Guardando ódio terrível que desespera. A felicidade que parecia perto, era a utopia que no interior se desfaz. Seus labirínticos caminhos não acerto. De alcançá-la, considero-me incapaz.
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